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Não é mera coincidência a nossa realidade atual entre a confusão e a clareza, quando o assunto é comunicação.


Para explicar melhor esse título quero convidar você a se imaginar caminhando numa selva perdido por três dias... Vamos acrescentar na sua imaginação a situação de um jejum, cansaço e dores pelo corpo...


Agora, vamos pensar que numa dessas caminhadas na busca pela sobrevivência, você encontra uma macieira com uma única maça.


Nessa antecipação de experiência positiva e milagrosa, você começa a salivar, imaginando o prazer da fruta enquanto escala a pequena árvore.


Porém, quando você está prestes a dar a primeira mordida, um enorme barulho vindo de uma outra árvore ao seu lado o surpreende, o que fazer? Continuar e comer a maça ou correr para não virar comida de algum possível animal selvagem?


Saiba que essa situação era bastante comum na vida dos nossos antepassados, afinal, nós disputávamos comida com outros animais, contudo a tomada de decisão rápida era crucial para a nossa sobrevivência e continuidade da espécie.


A questão é que, devido ao sentimento de ameaça, que uma determinada situação se apresenta, o nosso organismo libera consideravelmente um hormônio chamado cortisol, ativando um mecanismo de resposta chamado sistema 1 responsável por “lutar ou correr”.


Vale adicionar, que a grande quantidade liberada desse hormônio vem a ingressar na corrente sanguínea e a inunda de glicose, com isso o sangue migra da parte superior dos tecidos para os músculos, provendo energia imediata para que o corpo enfrente a situação de ameaça nesse momento e dificilmente o cérebro conseguirá agir de forma racional, pois a parte chamada córtex pré-frontal, que é responsável pelo planejamento, projeção de futuro, linguagem e pensamento crítico é desligada em detrimento da parte cerebral primitiva chamada reptiliano.


A amídala é acionada e a sua função é impulsionar as decisões, aumentando sua velocidade e força.


Fisiologicamente acontece o aumento dos batimentos cardíacos, a sudorese e a diminuição do oxigênio, deixando você ofegante e muito mais reativo a qualquer movimento de forma abrupta.

Agora, cá para nós... Você certamente já vivenciou o “efeito do cortisol” em alguma discussão com alguém...


Sabemos que quando os ânimos esquentam, as pessoas tendem a se irritar, ficar agressivas, gritar uma com as outras, ser rudes, sarcásticas, fazendo então ataques diretos e ou até ir para as vias de fato, dizendo muitas vezes, coisas que não deveriam e que não gostariam de dizer.


Em brigas de casais, por exemplo, é muito comum as pessoas ficarem sem se falar durante horas logo após um conflito. Em outros tipos de discussões, pessoas ficam sem se falar por muito tempo.


E por que isso acontece? Pelo efeito cortisol, que além de tudo, demora a ser dissipado da corrente sanguínea.


Tanto que se você já vivenciou uma situação parecida, sem dúvida sabe que com o passar do tempo, mais calmos, os envolvidos tendem a se entenderem e reconhecerem o que deveriam ter falado e o que não.


Durante o momento da discussão ou briga, em geral, não nos lembramos dos argumentos que deveríamos ter dito, pois com o nível do cortisol em alta a parte racional do cérebro se encontra desligada, por isso não encontramos bons argumentos, criatividade e informações relevantes.


Trazendo para a comunicação, precisamos afirmar que ela é um processo racional e as emoções negativas podem sim desligar a parte do cérebro responsável pela interação, fazendo com que você vislumbre menos possibilidades de interação com o outro.


Agora, quanto isso tem estado presente no seu dia a dia?


Vale a pena avaliar e corrigir a rota antes que os problemas se multipliquem em função da nossa realidade nesse momento tão confuso.


Keine Alves

Líder Educador


 
 
 

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