Atenção, pare!
- Keine Alves

- 30 de jan.
- 4 min de leitura

Pense...
Agora responda à questão: Você tem parado para pensar nos momentos essenciais durante o seu dia de trabalho?
Parece piegas esse início, mas acredito ser muito pertinente para o momento, pois diante de um cotidiano atarefado e desafiador enfrentamos um grande desafio no dia-a-dia, que é o de investir tempo para pensar e refletir sobre diversos temas importantes, desde uma contratação, de um processo de inovação ou até de uma atividade estratégica para a realização de um projeto ou planejamento.
Contudo, acredito não ser surpresa para muitos, pois temos bons obstáculos e desafios nesse momento e isso tudo se inicia com um movimento que é denominado e entendido por muitas pessoas como uma “parada no tempo”, mas de fato, será assim mesmo, uma simples parada no tempo? Algo inútil e que deveria ser evitado a qualquer custo em nome da produtividade e da busca pelo resultado extremo?
Afirmo veementemente que, neste caso, estamos diante de um grande equívoco e sem perceber de fato o real problema, podemos afirmar que muitos dos nossos problemas atuais tem a sua origem exatamente nessa ausência de investimento de tempo, mas a real é que eles são consequência de um outro problema que está contido ou se preferir está pressuposto e que também não percebemos, tanto que em geral, acredita-se que o que se precisa é, simplesmente ir lá e fazer acontecer para solucionar as coisas cumprindo uma agenda ou tarefa, pois tempo é dinheiro.
Mas vamos nos aprofundar nessa questão, pois fazer sem pensar, nunca foi uma boa opção, inclusive nesse caso que iniciamos escrevendo, pois chamo a atenção para o problema essencial que deixei a pista acima, onde esse merece ser avaliado com um largo investimento de tempo e com isso podemos sim, sair de partida lidando com ele, tanto que o denominarei aqui para uma rápida explicitação, que é o problema central da linguagem.
Empresas, instituições, mercados e países, ou seja, onde os seres humanos estão presentes existe o sofrimento com essa questão e portanto vale ressaltar que, quem que não se dedica a mergulhar e tratar esse ponto como se deve, ou seja, com um largo investimento de tempo acompanhado de um estudo sistemático, inclusive de temas universais como esse, acaba por sustentar, mesmo sem a intenção, um grande passado pela frente, onde a sensação de estagnação toma conta, os problemas parecem ser sempre os mesmos e vão lentamente com o tempo extraindo a vontade e o potencial que temos para agir diferente, impedindo como um grande obstáculo a questão da inovação e criatividade necessária para o momento.
Vamos fazer juntos uma rápida análise para nos motivar a seguir adiante, inclusive por outras vias que nos conduziram ao fio condutor investigativo do tema caso queiram se aprofundar.
Vamos nos perguntar: Qual a causa raiz que nos faz não investir tempo para pensar e acreditar que é realmente uma perda de tempo? À linguagem é claro... Mas quais os pontos nos levam a essa resposta? Primeiramente, ao efetuarmos a leitura de uma palavra como “pare”, automaticamente ligaremos as nossas funções cerebrais para essa tratativa cognitiva, essa que nos conduzirá a algo predeterminado inicialmente. Segundo, pelo fato do nosso corpo ter um sistema composto por processos interdependentes, as velhas sinapses, que já se encontram construídas, acabam por nos sugerir opções lógicas de pensamento, em geral condicionado e fechado, que passaram a nos conduzir de uma forma superficial diante das “palavras” ou se preferir, diante do objeto de estudo. Terceiro, a associação imediata a tudo que temos ligado a essa palavra ou objeto de estudo, deve ser entendida como um símbolo e de fato os processos automáticos fortalecem uma decisão ou ação sem a aplicação e expansão gradual do significado desse símbolo, pois um fator fisiológico que temos é o princípio da economia de energia para geração de novas sinapses que o nosso cérebro realiza com a intenção de garantir o funcionamento contínuo, ou seja, sem paradas, mesmo que de forma não tão adequada. Quarto e último, os processos psíquicos e fisiológicos ocorrem de forma interdependente em nosso corpo e pasmem, muitas das vezes não temos nem a consciência deles e com isso, levamos a esse exemplo da palavra “pare” para outras diversas situações que classificaremos no mesmo campo do entendimento e compreensão superficial ou seja, que é realmente uma parada no tempo.
Todavia, o nosso desafio em verdade seria nos perguntar o que mais pode ser entendido por essa palavra? Com isso, certamente passaríamos a estabelecer uma outra via de racionalização sobre ela, agregando outras possibilidades além das já conhecidas.
Muitas vezes o entendimento parcial nos leva em um julgamento como já escrito e como consequência desse, o resultado fica divergente do idealizado, ao qual denominamos como um erro, mas será erro mesmo a melhor palavra?
Será que você leitor compreendeu até aqui a questão da linguagem? Estou fazendo essa pergunta agora comigo mesmo...
Caso não, recomendo ler novamente com calma, ou até se preferir, me acione para desenvolvermos o tema em conjunto, mas se estiver tudo certo, podemos seguir adiante.
No fundo, essa questão da linguagem, em tese, nos dificulta, ela pode distorcer o que temos de significado dos objetos materiais e imateriais e acabam limitando as nossas compreensões, entendimentos e ações.
Novamente quero reforçar a importância de percebermos esse assunto que chamo a atenção de forma muito direta, mas ainda superficial para muitos, pois precisamos sim passar a investir tempo para compreender mais os assuntos e melhorar ainda mais a qualidade dos pontos de vistas, uma vez que a linguagem como já escrito atua diretamente na construção de alguns obstáculos que acabam por nos limitar na nossa comunicação, em consequência disso, cada vez mais temos a necessidade de ajustar os entendimentos e as compreensões a cerca de cada palavra.
Que tal deixar de perder tempo e buscar o que realmente gera resultados?
Keine Alves
Líder Educador



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