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  • Keine Alves

Você reconhece uma diferença fundamental?

Atualizado: 10 de mar. de 2021

Diferença fundamental tem um monte espalhada, mas vamos juntos conhecer uma delas, portanto simplesmente imagine...



Imagine um ambiente de trabalho extremamente confortável e leve, onde todos conversam sobre tudo, inclusive sobre os seus problemas de cunho pessoal e que a calma, a paz e a alegria são reinantes, pois uma empresa que se preza atualmente, na visão de muitos, precisa gerar qualidade de vida, ou seja, todos que lá trabalham podem viver livremente, fazendo de seu trabalho algo grandioso para si, sem preocupação ou qualquer tipo de pressão.


Imagine um dia comum de trabalho nessa empresa, em que uma pessoa chega para atuar em um horário volátil e não tão cedo, pois aqui cumprir horário é coisa do passado, mas o que importa mesmo é tratar o que percebemos, que ela ao chegar demonstrava uma certa tristeza. Então, paramos e perguntamos, “mas o que fizeram com você hoje?” e com isso conversamos um bom tempo tentando ajudar, mas os acontecimentos geradores eram vários e contudo acabamos por decidir que infelizmente essa pessoa não está em boas condições de trabalhar naquele estado nesse momento, mas como preservamos o bom clima organizacional, aliviamos as cobranças das atividades por pura convenção social e compreensão com o outro, além daquele desejo enorme de agradar, pois aqui somos fiéis e a empresa precisa abrir espaço para as emoções, valores e virtudes, pois as pessoas são o nosso maior bem.


Imagine também que tenhamos instituído algumas datas importantes como o dia do happy hour, os aniversariantes do mês e alguns outros que não me recordo, mas sem perder também as campanhas que o RH faz como a setembro amarelo, outubro rosa, novembro azul e assim vai.


Tudo isso está ligado diretamente com a diretriz da empresa, pois as que se prezam e estão na lista das melhores para se trabalhar, na visão de muitos, são focadas únicas e exclusivamente em seus talentos. Temos que ser capazes de construir um ambiente comprometedor e a boa notícia é que de fato o engajamento vai acontecendo de forma orgânica e simples, um exemplo disso são os almoços que são do tipo, unidos venceremos, todos saem juntos ou em pequenos grupos por áreas, onde a questão principal é manter o companheirismo para um bom trabalho em equipe, pois isso é tão sério que quem entra recebe um padrinho como cuidador.


Imagine um pouco mais, pois numa empresa que se presa, claro que todos tem um plano certo de ascensão, pois lá trabalhamos com metas a serem alcançadas, performance sempre foi importante, mas pressionar nunca, independente de atingir ou não os resultados, portanto como um ou outro não alcança o seu número, costumamos deixar acontecer, pois acreditamos que as pessoas vão acertar uma hora e acabamos por não mensurar com tanta clareza inclusive para não ter muito o que falar, pois sabemos como anda o país, está tudo muito difícil mesmo e indicadores e KPI´s mais atrapalham do que ajudam no pensamento oculto de muitos.


Imagine que vamos também aliviando essa dimensão financeira que antes na empresa era motivo de guerras, pois ao passarmos por um processo de mudança inclusive mental, entendemos que dinheiro não é tudo e aqui na empresa todos dizem estar ligados mesmo é no cliente, afinal ele também é muito importante para todos, pois alguém precisa pagar a conta, nada mais justo que isso.


Mas ainda confessam que ainda percebem uma certa dificuldade de saber quem de fato é o cliente, cada empresa com o nome estranho, toda hora é uma pessoa que liga, mas importante é que temos aqui a certeza de que o cliente é alguém importante e atender todos faz parte da nossa estratégia, além de nos empenharmos muito para não nos indispormos com ele, aconteça o que acontecer, inclusive se tivermos que apurar algum prejuízo, mas como a nossa eficiência não anda lá aquelas coisas e a empresa nas épocas anteriores mesmo na guerra conseguiu um certo caixa, então para que se incomodar e incomodar o cliente?!


A empresa até que divulga por cima os seus resultados, pois desde que mudamos a nossa forma de atuar e instituímos um bônus acabamos por dividir algum valor, mas todos sabem que estamos ao menos pagando as contas, meio que no zero a zero, mas vai melhorar, não temos dúvida, pois aqui somos uma empresa unida e nada nos falta, mesmo que o caixa esteja diminuindo é só uma pequena sazonalidade do mercado.


Já viram esse tipo de empresa? Pois é, sabe o que é interessante que descobrimos? Elas vêm se multiplicando no mercado e configuram grande parte atualmente, por isso arriscaria dizer que essa é a causa do nível de serviço andar tão ruim e tão improdutivo por aqui.


Por incrível que pareça a decisão crucial e que levou a esse ambiente foi uma só, a de construir um ambiente de “confiança” para todas as pessoas e não de “com fiança”.


Vamos entender essa diferença fundamental, pois na “confiança” a nossa postura com empresário, líder ou liderado costuma ser muito mais ligada na autoafirmação das pessoas, ou seja, deixar com que elas se firmem e que não tem nada a melhorar, pois são quase perfeitas, afinal elas trabalham conosco e fazem parte da nossa equipe de estrelas e temos que atuar do tipo “unidos venceremos” sem discórdia ou qualquer coisa do tipo, pois no fundo entendemos que elas precisam mesmo é do nosso apoio além do limite que se estabelecia anteriormente e deixava tudo mais duro, outro ponto em relação a isso é que o poder é entendido como algo ruim e que ninguém tem que ter ou exercer esse tal de poder, pois isso cria um ambiente onde a complacência reina e até temos consciência que o mundo ai fora não é assim tão flores. Com isso invertermos o mundo das competências ao mundo da boa vontade, pois existe uma preferência para cultivar o esforço e a boa vontade ao invés do conhecimento e da competência técnica, pois em tese na visão desse tipo de “confiança” vivenciada e aplicada, revela-se que entendemos as pessoas competentes e com conhecimento como arrogantes e vigaristas, pois elas já conhecem muito e vão se aproveitar de nós pobres coitados para tirar algum tipo de vantagem.


Esse tipo de “confiança” aplicada, impulsiona um certo bloqueio com uma resistência branca quando temos que aceitar uma dificuldade, pois inclusive quando falamos mais duro em direção ao problema o ambiente costuma ficar extremamente sensível e emotivo, pois quem nunca presenciou choros nesse tipo de empresa? sem contar que a apatia toma conta, pois perdemos aquele gostinho de sangue na boca, esse que todos temos devido a nossa natureza humana, sem energia significa, sem poder e empresa sem poder é medíocre e morre com o tempo, pois falta ambição a ela e a todos que lá abitam, mas sabemos que existe variações dessas mais radicais ou moderadas.


Quanto a “com fiança”, qual a sua diferença mesmo? Além de começar na palavra é claro, podemos afirmar que todo inicio coerente e consistente é marcante, pois “com fiança” remete ao termo “dar garantia”, é só pensar na fiança da locação de imóvel que isso ficará claro, ou seja, se falamos, cumpriremos, se combinamos, realizaremos de verdade sem deixar qualquer retrabalho, pois essa tem uma ligação com a cooperação, mas não é qualquer cooperação é a que traz um poder apoiador, um poder que nos torna forte para decidir, assumir compromissos, negociar e expandir de fato os negócios e resultados e aqui só pessoas competentes se interessam, pois elas são inconformadas de natureza, querem sempre mais e essa energia em movimento é o tal do poder que muitos reclamam, mas não abrem mão de seu resultado demonstrando inclusive certa contradição. Se faz necessário perceber que a realidade não é tão fácil quanto imaginamos e vimos nos filmes, o poder é necessário e ele é o que nos faz dizer o que tem que ser dito sem ressalvas, que nos fazer ser duros sim com o problema, pois na verdade nós demos uma certa garantia de entrega e mesmo se as pessoas forem o problema, costumaremos agir, de forma direta, sem procrastinação e mi mi mi.


Essa tal “com fiança” nos faz saber separar a dificuldade de competência e o seu desenvolvimento possível, sem perder o respeito e a ética com as pessoas. Nesse momento mais uma vez a “com fiança” nutre pessoas contributivas, mas não mais falsas e agradáveis, isso é completamente diferente, sem contar que a curiosidade e a indignação começam a tomar conta do ambiente na sua devida proporção, olhando e agindo com tudo de uma forma muito mais veloz pois nos tornamos diretos e assertivos e isso requer prática, afinal tempo é realmente dinheiro, pois com o tempo se realiza muito.


Mas atenção, isso não quer dizer que tudo precisa ser duro em demasiado, sisudo ou engessado, mas sim com um alto grau de maturidade aplicada onde as negações, raivas, agressões, justificativas, zombarias e indiferenças estão sempre em baixa nesse ambiente de trabalho em prol da reflexão, da aceitação e da racionalidade aplicada a produtividade, pois de fato temos muito mais a fazer no final do dia do que ficar lamuriando e ou jogando flores, precisamos mesmo é de eficácia, eficiência e efetividade para fazer acontecer sem perder o humano que somos.


Portanto a diferença fundamental da “confiança” e da “com fiança” é um ambiente empresarial muito mais desenvolvido e em alto nível, pois ele é focado e centrado, pois se conhece o seu fim, o que se propõe e busca-se isso de forma direta, clara e assertiva, pois a fiança está feita, se nos atentarmos, só ver que a conta chega no final do mês e não adianta chorar.


Que tal, depois de isso posto instalar uma nova “com fiança” na sua empresa, equipe e parceiros? Afinal existe uma diferença fundamental entre elas que se chama progresso, e isso é o que nutrimos de verdade quando se aplica inteligência aos negócios.


Keine Alves

Líder Educador

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