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  • Keine Alves

Será possível mesmo agir livremente no ambiente corporativo?

Atualizado: 10 de mar. de 2021


As empresas estão cada vez mais ávidas por inovação, renovar as soluções e os resultados tem sido um grande desafio no mundo dos negócios, mas podemos nos perguntar e refletir a respeito dessa pergunta para valer: Será possível mesmo agir livremente no ambiente corporativo?


Desafio investigativo posto e claro. Nessa partida, já confesso que sinto a minha pequenez, pois de fato estou diante de uma excelente pergunta. Realmente eu não sei a resposta e claro que se pensarmos superficialmente, sem dúvida alguma, daríamos algum tipo de resposta, aliás, quem já não o fez até esse momento?


Mas não se intimide com a sua atitude, somos assim, humanos, dotados de uma vaidade enorme, mas meu convite é usar essa vaidade ao nosso favor, portanto anote a sua resposta se a formulou. Pesquise-a e confira se ela não faz parte de um senso comum que orbita ao nosso entorno.


Note que muitas respostas que nos fornecem são apenas respostas que se enquadram numa categoria simplória e rasa, dessas que vários chefes, líderes afoitos, pensadores e gurus superficiais nos dariam com intenção de nos deixar cada vez mais reféns.


Com um certo tempo e discernimento, iriamos nos certificar que tais respostas não passam de um bom blá blá blá. Percebo exatamente que a primeira barreira a ser superada em busca desta está nesse momento, o de reconhecer que não sabemos, que não estamos preparados ou até que não sabemos lidar com tais questões.


Esse reconhecimento em si mesmo, já é um belo desafio. Temos consciência que em geral nos julgamos conhecedores e habilidosos, principalmente em relação ao mercado e aos negócios que atuamos há tanto tempo com certa dedicação, mas o fato em si é que esse problema ainda existe.


Percebo com o tempo o quanto é importante e necessário a criatividade para a saúde da economia, do mercado, das empresas que o compõe, dos profissionais que lá atuam e do pleno desenvolvimento da humanidade que se encontra presente nesse jogo, mas o que mais me intriga, é a presença de um bom e velho problema que retorna, o da liberdade.


Não estou trazendo ainda a liberdade absoluta, essa ficará para outro momento a frente, mas podemos ver claramente que no mercado, muitos afirmam: “Aqui, na empresa você pode fazer o que for necessário para alcançar os resultados necessários.”

Com isso compreendemos que existe liberdade nas empresas e no mercado, onde tudo pode acontecer, mas nada de fato vem acontecendo, pois em verdade isso não é real, é simplesmente uma mera intenção na grande maioria dos casos.


Sem contar que escutamos falar de diversas “aparentes soluções” para esse tipo de problema, mas insuficientes para resolver essa questão no ambiente de trabalho.

Trazer a física quântica, a gestão do jeito X, a cultura de trabalho Y, fazer a cópia do jeitão do Google ou do Facebook e mais um monte de coisas desse tipo, só demonstra o despreparo e o destempero atual de tantos que ainda insistem nessas bobagens, tanto que muitos evocam inclusive o altíssimo, como disse o filósofo romeno Emil Cioran: “Deus é um desespero que começa onde todos os outros acabam.”


Tenho acompanhado um bom número de empresas nos últimos meses, atuando de forma ativa em processos de inteligência, indicadores de desempenho e conselhos deliberativos, empresas de tamanhos, segmentos e mercados diferentes.

Sem sombra de dúvidas temos um desafio de grande monta pela frente, pois o mercado continua a exigir regras, leis, combinados, normas, condutas e todos esses mecanismos acionam a nossa natureza humana e transgressora, ou seja, da possibilidade de realizar uma infração.


O mais lógico a imaginar é que, exatamente por causa desta proibição acabamos por desejar essa nova invenção ou criação, pois de alguma forma, o erro, a infração e o furo no combinado são criados pelas normas e regras que os institui e para realizá-los precisamos de criatividade e não confunda com esperteza, isso é outra coisa que a situação do país tem nos ensinado.


A busca é muito maior do que imaginamos, não é como no conto de fadas, mas sim no antagonismo real e existente que mora a solução, nos dedicamos um bocado e noto que cientificamente estamos tateando a solução, mas uma coisa que se revelou com o uso dos indicadores de forma constante e precisa é que muitas vezes escolhemos errado, isso mesmo, nós tomamos decisões erradas e de forma consciente, por uma simples questão, a de não sabemos lidar com o desconhecido e não interagir o suficiente de forma pura e intensa.


Nesse labirinto intrincado da inovação, sendo cínico e provocador, posso afirmar que temos para nos ajudar nesse momento contemporâneo muitas reflexões que estão nos introduzindo, em geral buscando justificar, apaziguar ou até socializar os erros, como se fossem bons de serem aceitos, discutidos e abrandados.


O que me surge nesse momento é que muitos vivem de uma certa forma, um desvio mental, em função de uma insanidade temporária ou até de um traço específico e criminoso de nos tornar menos culpados e dignos de uma absolvição.


Para deixar mais claro, estou escrevendo sobre o medo de nos assumirmos e sermos quem temos que ser e não quem teríamos que nos transformar para sermos aceitos pelos outros. Nos falta aquela indignação de dizer, basta! Vou ser para valer, e isso serve para tudo, inclusive para o trabalho e os negócios.


Contudo, cheguei a uma conclusão importante que pode nos colocar no caminho e procuro dividir aqui, pois simplesmente parei de aceitar os erros e resolvi enfrentá-los como se deve ao lado das empresas e dirigentes que atuo, com maturidade e conhecimento para construir uma forma progressiva e racional de atuação.


Aliás esse é o caminho que tanto lutamos para ter, o do progresso linear, que pode iluminar e nos esclarecer para viver uma liberdade inicial e quem sabe um dia, uma liberdade absoluta, que nos torne realmente cosmopolitas na vida e nos negócios.

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